quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Como seria sentir seu abraço novamente? Sentir-se protegida, saber que tem alguém mais forte do que eu pra cuidar de mim. Que não me magoaria, nem me faria mal nem se eu merecesse, porque eu serei para sempre o seu ágape. Não precisaria me preocupar em acabar como outras garotas porque jamais teria atitudes semelhantes, já que você me ensinava a ser diferente. Você estaria aqui para me parar quando necessário e trilhar o caminho comigo. Que irônia do destino, não? Reclamava por você segurar a minha mão para atravessar à rua e agora me faço inconsolável porque quero segurar à sua para atravessar à vida. Havia uma menininha de 12 anos conhecia o pai, mas essa mulher de 18 desconhece o que é ter um. Não há ninguém a quem posso culpar por isso, jamais serei ingrata, pois seus ensinamentos e nossas lembranças são as coisas mais preciosas que possuo e ninguém pode me tirar. Deus, não considero justo! Por que eu? Tanta coisa já me aconteceu que eu nem sei mais se continuo sendo a princesa dos olhos do papai, e morrer com essa inquietação só faz piorar a dor da ausência. Queria tanto matar essa saudade e quanto mais tento medir quanto tempo falta pra te rever, pai, mais dói saber que "nunca mais" é indeterminado. A saudade, a distância e o vazio são infinitos, mas afinal; quantos infinitos cabem em um coração?
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