sábado, 20 de julho de 2013

Não sinto mais necessidade de estar em contato com gente, nem é mais automatico deixar quase que o tempo todo um sorriso abrir-se como quem vive tão de bem com a vida. Não sinto necessidade de ser simpatica e causar boa impressão mais, não sinto vontade de cumprimentar efusivamente os meus amigos, de contar o que eu comi no café da manhã ou falar sobre como meu relacionamento está perfeito e que depois de tanto tempo, estou vivendo tudo que eu sonhei. Porque seria mentira. Estou vivendo um pesadelo, e todo o medo que eu tinha que se tornasse realidade quando resolvi permitir que voltasse pra minha vida, acontece. Acontece bem em baixo dos meus olhos, desde a forma como eu não sinto vontade de mais nada e os números da balança que resolveram pesar menos, até a necessidade ridícula que eu sinto de saber que ele meu. Eu sinto necessidade de alguém que me traiu, que me maltrata, que me pisa, que me faz sentir inferior, que me julga, que me faz chorar e pior: me faz ama-lo. Mas esse não é mais um texto de como ele me faz mal e bem ao mesmo tempo, uma vez que até eu estou cansada dessa história. É sobre algo mais complexo; é sobre alguém que aos poucos está perdendo a ''necessidade'' de ser quem era. Talvez eu esteja trocando de roupa, aos poucos, peça por peça. Primeiro as amizades, depois as coisas que eram de maior importancia, os conceitos. Esse é um texto sobre como tornei-me tudo que mais temia, mas não sinto como se fosse errado. Estou trocando algumas certezas de lugar e bagunçando mais ainda meu guarda-roupa tão mal organizado, mas pretendo lembrar quem sou e quem realmente quero ser depois disso tudo. Depois de você, mas principalmente depois de mim.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Esperou (quase) três longos anos. Desde a primeira vez que colocou seus pés no mesmo ambiente que ele, soube que haveria algo a mais. E quando houve e parecia ter chegado ao fim, sabia que aquele não era o final. Esperou todos os dias como quem espera alguém que diz “Até logo" e não “Adeus" como quem diz que volta, como alguém que não segue em frente como seguiu. Ela esperou. 730 dias, 729, 728, tic-tac, tic-tac. Não se sabe ao certo se ela morreria ali esperando se ele não voltasse, ou se alguém por ventura a levaria consigo e a faria esquecer, mas não aconteceu. Ele por fim cansou-se de sua nova história, e optou por tentar recomeçar a sua anterior, enquanto ela que vivia de perfumes e amores nunca se apegou a nenhum, aceitou por fim recomeçar. Deus, como era bom sentir aquele frio na barriga de revê-lo depois de tanto tempo! Quando ele apareceu, ela o esperava no ponto pensando nas milhares de formas de cumprimenta-lo. O que dizer? o que fazer? Aonde ir? Deusssssss! Quantas dúvidas cabem no espaço de tempo! Quanto sentimento que parecia exausto de tanto esperar e estava apenas adormecido. Eles caminhavam como dois estranhos conhecidos, caminhavam um ao lado do outro na mesma calçada, mas havia um abismo entre os dois. Tanta coisa inacabada, tantas palavras não ditas, tantas dúvidas não esclarecidas, tantas curiosidades. Parecia um sonho. Sair da casa dele as 20h00 de mãos dadas depois de passar uma tarde inteira curando nossos corações tão carentes de nós mesmos, tão cheios de “E se?" se recorda de caminhar pela rua escura, dando risada das coisas que ele contava, era como se estivesse conhecendo-o novamente. Mandava-lhe recadinhos em corações, chocolates e beijos. Ficava até as 03h00 tentando despedir-se mas era tanto a dizer que somente um “Boa noite, amor! Já estou com saudades" jamais seria suficiente. Ele tinha manias tão irritantemente agradáveis e únicas que enchia o coração dela de orgulho só de pensar na sorte que possuía. E não haveria uma forma mais pura de mostrar sem dizer alguma palavra a ele, como ela se sentia orgulhosa e feliz por te-lo, se não dando a ele seu bem mais precioso, e assim foi. Ele havia mudado! Ele havia mudado pra melhor! Ou talvez não. De repente o tempo fechou, os pássaros todos voaram pra longe e nesse amor todo começou a chover a maior tempestade de todos os tempos! Chorava e desejava morrer a pensar que ele havia mentido novamente! Se faria coisas ruins a seu coração, por que então resolveu voltar? Seu amor era tanto que mesmo enxergando tudo o que ali acontecia, deixou vigorar o que tinham combinado recomeçar. Fraquejou, quase desistiu, quase optou por vingar-se, mas Graças a Deus desistiu mesmo foi da vingança. Mas, se não queria mesmo magoa-la por que então optou por cheirar outra flor? Uma flor antiga, que já conhecia o aroma. Por que, então? Dói incessantemente imagina-lo fazendo isso, dói mais do que todas as vezes que o viu fazer isso anteriormente. Dói porque agora ela sentia que ele era dela. Ela era dele. Ela tinha deixado ele sentir seu aroma, por que então ele quis sentir o da outra flor? Dói, dói e dói. Quis por fim desistir de ouvir outros jardineiros, a outra flor e tantos outros, pois queria ouvir somente a ele. Tudo que queria no final era te-lo como vinha tendo, porque o que tinham era tudo que ela sempre sonhou que tivessem. Talvez sua espécie de flor não seja representação de pureza e inocência, mas ainda sim era uma flor com aroma agradável e linda. Sabia que poderia transformar a vida dele com a sua beleza, e apostava nisso, mesmo ele tendo feito o que fez. Perdoar é divino, e talvez o amor mesmo cansado, arranje forças para sempre um “a mais" ou talvez o amor que pertence a ela seja assim. Voltaram a caminhar um ao lado do outro na mesma calçada, mas novamente havia um abismo de coisas não esclarecidas entre eles. Talvez só amor não seja suficiente, talvez amar seja algo tão doloroso e mesmo assim não abrimos mão porque mais doloroso e não ter quem amamos. Talvez nós sejamos a história que li aos 11 anos de idade de dois porcos espinhos que sentiam frio, mas quando abraçavam-se para aquecer um ao outro se machucavam com seus espinhos e sangravam. Talvez você seja meu porco espinho. Talvez eu seja o seu. Talvez eu tenha feito você sangrar quando o que eu mais quis era te abraçar forte, mas eu também estou sangrando e não sei por quanto tempo mais irei sangrar.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O dia mais lindo da minha vida.

"Deixa o abajur ligado porque eu quero lembrar de tudo!" - Confesso que isso constrangeu-me, já que nunca gostei muito de mostrar as tais curvas nem quando necessário. Beijou-me o pescoço e cheirou minha pele como se fosse uma droga a qual encontrava-se em abstinência, e tudo o que eu conseguia fazer era observa-lo. Jamais conseguirei em palavras descrever a sensação magica que aquele momento tinha. Ele estava lá, realmente estava lá e não tinha nenhuma parte de seu corpo que estivesse em outro lugar, se não ali comigo e com o meu. Olhos nos olhos, mãos no corpo e nas mãos, pernas entrelaçadas com pernas e meu coração e o seu, pela primeira vez senti que ele havia me enxergado. O melhor de tudo; eu também estava ali! E não havia outro lugar nesse universo que quisesse estar mais do que ali. Beijou-me agora o peito e a barriga, mas não parou por aí. Tudo o que eu conseguia pensar era o quanto eu queria estar dessa forma, e quando beijou-me o sexo e mergulhou em meio a tanto sabor, minha mente faleceu de tanto prazer. Fecho os olhos a procura do resto do mundo, mas não encontro nas lembranças se não nós dois interligados. Minha mão passeava pelo resto do corpo dele enquanto sussurava baixinho ao pé do ouvido que era ele o meu dono. O dono do meu corpo, do meu sentimento, das minhas vontades e carências. O dono dos meus sonhos e desejos, das minhas expectativas e lembranças. Tudo aqui é dele, pois foi ele quem cultivou e mesmo que por deslize um dia não regue as sementes em mim plantadas, elas continuarão a nascer e crescer, pois o amor colocado em cuidados anteriores será suficiente. Não há sequer um ser humano em sua total essência que carregue em si o dom de perfeito encaixe em relação ao outro, mas não há ninguém em sua total essência que se encaixe tão bem quanto ele se encaixa em mim. "Sempre foi você, mas você não entendeu isso, Nega. Você não entendeu!" - dizia, enquanto olhava nos meus olhos com os dele tão serenos e transbordando sinceridade. E mais uma vez a única coisa que conseguia fazer era observa-lo. Observar o quanto isso tudo era tão maravilhoso porque além de ver eu podia senti-lo dentro de mim. Sentia o meu amor transbordar a ponto de quase escorrer pelos olhos e arrepiar-me dos pés a cabeça. Suas palavras ecoavam e surtiam um efeito enorme em mim a ponto de me fazer querer ficar assim, enrolada, encaixada nele pra sempre enquanto durasse só para ouvir a voz em um tom calmo e incomum, que quando fecho os olhos ainda consigo ouvi-la, quantas mais vezes pudesse. O dia mais lindo da minha vida, foi o dia em que me senti amada em todos os sentindos. O dia mais lindo da minha vida foi o dia em que você realmente me amou em todos os sentidos, e nada mudará isso. Nem mesmo se você quiser.

terça-feira, 26 de março de 2013

Todas as minhas dúvidas foram embora. Todas elas me abandonaram e agora uma onda de "quase-certezas" tomava conta de tudo, tomava conta de mim. Bombardeavam minha cabeça, meu coração. Deus! Tiraram-me a razão e eu fiquei só, ali. Todas as minhas "certezas- inteiras" desapareceram e eu que pensava saber tudo por fim não sabia nada. Certezas são traiçoeiras, e o que era concreto e permanente tornou-se o oposto num piscar de olhos. Quando vi você estava me estendendo a mão,que tanto amo observar, e eu não pude fazer outra coisa que não fosse segura-la. Segurar firme. Segurei firme porque ainda tenho esperança de você não me soltar, que não me deixe cair. Seguro firme porque não quero escrever sobre a partida como outras vezes. Seguro firme porque sei o quão doloroso é não sentir tua mão tão macia no calor da minha. Amo-te com tamanha intensidade que a capacidade de acreditar em novas "certezas" é sempre a mais. Amo-te porque até do teu silêncio me faço cúmplice, porque apesar de toda euforia contagiosa do meu coração, tranquila minha alma está.
Jurei não escrever mais. Jurei não por perder metade do dom que me foi concebido, mas sim por me faltar palavras pra essa nossa história tão cansada. Para esse sentimento tão corrompido, para esse peito tão amargurado que teus vícios casuais criaram. Jurei não derramar minhas dores pelos cantos da casa como de costume. Porque cada parede daqui conhece cada centímetro do teu corpo, é capaz de refazer teu rosto, mas teus erros também não saem daqui. Cada lágrima coreografada que escorre não se diferencia quando caídas no mesmo lugar que as outras deixaram marca. Marcou em mim. Cada canto dessa minha vida tem uma lembrança da tua covardia que já me acostumei a rever. Tentei trocar as paredes, e não me foi permitido. Tentei trocá-la porque dessa forma você não ecoaria novamente na minha mente. Não de novo, não dessa vez. E justamente por amar demais descobri que meus lamentos sobre teus erros era o que me sobrara. Era a dor ou nada e foi daí então que escolhi sofrer por você. "Até o amor que não vale a pena é melhor que a solidão."

sábado, 22 de dezembro de 2012

E foi paixão a primeira vista. Eu o vi, e fiquei parada alguns instantes perdida naqueles olhos tão pequenos e naquele tamanho todo de menino homem. Olhando pra aquela bagagem carregada de mistério que ele carregava no fundo dos olhos, e de alguma forma isso me atraía. Em fração de segundos tramei centenas de formas para o meu caminho cruzar com o dele, uma forma dele me enxergar e descobri que melhor forma de chamar atenção, é não chamar. Ele tinha me enxergado. Quanto tempo dura o perfeito? O desejado, o tão esperado? Quanto dura realmente o "duradouro"? Me perdi em um tempo só nosso, e não sei explicar ao certo quantos "anos" fiquei presa desde então. Eu te buscava por todos os cantos desde a ultima partida, mas jurava que voce voltaria e então fiquei por lá, na espera de te comover e te fazer voltar pro cantinho só nosso quando ouvisse aquela música que você gostava tanto de cantarolar, mas não aconteceu.
Cada minuto com você era especial, e eu nem me dei conta de que essa história toda não haveria tantas virgulas, não contava com outros personagens, e não queria deixar de protagoniza-la. Gostava de olhar a tua mão tão bonita entrelaçada na minha e imaginar que elas não se soltassem nunca porque assim que deveria ser. Beijava seu rosto todo até chegar nos seus lábios porque amava o seu cheirinho tão seu, que vez ou outra sinto, e fico imaginando uma forma de deixar um ao outro entra de vez em nossas vidas, mas não acho.
Amava me enroscar no teu corpo tão suficiente para embrulhar o meu em um abraço aconchegante. Mas acima de tudo amava você, tão cheio de defeitos e mesmo assim tão maravilhoso, eu amava porque até os teus defeitos se encaixavam em mim, mas passou.
E para quem você irá correr já que suas palavras não escorrem mais como uma melodia harmoniosa relacionado ao teu humor diário? Indagou-se. Meu Deus, e quando falta-me palavras? O que fazer? É como ficar no escuro e não achar luz. E eu que achava que tinha nascido e morreria cuspindo as letras em sequencia de mais um novo belo texto agora tinha ficado sem inspiração. Não por falta do que inspirar-se mas talvez por não conseguir organizar a cabeça bagunçada demais. Ainda corro no escuro e tenho procurado desesperadamente pela luz. A sua luz. Por que Diabos você não a mostra pra mim? Não sou merecedora? Sei que de todos os arco-íris vieram depois de uma chuva, mas essa tempestade que não quer passar esconde o meu. Contínuamente. Por que não a faz parar? Será, então um problema meu? O arco-íris pode estar lá e a tempestade só aos olhos que derramam essa chuva. Não quero que escorra mais, dos meus olhos, essa tempestade pela minha incostância. Eu cansei de ser assim mas quem é que não cansa de si em algum momento? Eu cansei das minhas promessas, mas quem é que sempre cumpre o que promete a si mesmo? Eu cansei de procurar respostas quando as perguntas são exaustivas e parecem não ter resolução. Eu estou cansada...