sexta-feira, 28 de junho de 2013

O dia mais lindo da minha vida.

"Deixa o abajur ligado porque eu quero lembrar de tudo!" - Confesso que isso constrangeu-me, já que nunca gostei muito de mostrar as tais curvas nem quando necessário. Beijou-me o pescoço e cheirou minha pele como se fosse uma droga a qual encontrava-se em abstinência, e tudo o que eu conseguia fazer era observa-lo. Jamais conseguirei em palavras descrever a sensação magica que aquele momento tinha. Ele estava lá, realmente estava lá e não tinha nenhuma parte de seu corpo que estivesse em outro lugar, se não ali comigo e com o meu. Olhos nos olhos, mãos no corpo e nas mãos, pernas entrelaçadas com pernas e meu coração e o seu, pela primeira vez senti que ele havia me enxergado. O melhor de tudo; eu também estava ali! E não havia outro lugar nesse universo que quisesse estar mais do que ali. Beijou-me agora o peito e a barriga, mas não parou por aí. Tudo o que eu conseguia pensar era o quanto eu queria estar dessa forma, e quando beijou-me o sexo e mergulhou em meio a tanto sabor, minha mente faleceu de tanto prazer. Fecho os olhos a procura do resto do mundo, mas não encontro nas lembranças se não nós dois interligados. Minha mão passeava pelo resto do corpo dele enquanto sussurava baixinho ao pé do ouvido que era ele o meu dono. O dono do meu corpo, do meu sentimento, das minhas vontades e carências. O dono dos meus sonhos e desejos, das minhas expectativas e lembranças. Tudo aqui é dele, pois foi ele quem cultivou e mesmo que por deslize um dia não regue as sementes em mim plantadas, elas continuarão a nascer e crescer, pois o amor colocado em cuidados anteriores será suficiente. Não há sequer um ser humano em sua total essência que carregue em si o dom de perfeito encaixe em relação ao outro, mas não há ninguém em sua total essência que se encaixe tão bem quanto ele se encaixa em mim. "Sempre foi você, mas você não entendeu isso, Nega. Você não entendeu!" - dizia, enquanto olhava nos meus olhos com os dele tão serenos e transbordando sinceridade. E mais uma vez a única coisa que conseguia fazer era observa-lo. Observar o quanto isso tudo era tão maravilhoso porque além de ver eu podia senti-lo dentro de mim. Sentia o meu amor transbordar a ponto de quase escorrer pelos olhos e arrepiar-me dos pés a cabeça. Suas palavras ecoavam e surtiam um efeito enorme em mim a ponto de me fazer querer ficar assim, enrolada, encaixada nele pra sempre enquanto durasse só para ouvir a voz em um tom calmo e incomum, que quando fecho os olhos ainda consigo ouvi-la, quantas mais vezes pudesse. O dia mais lindo da minha vida, foi o dia em que me senti amada em todos os sentindos. O dia mais lindo da minha vida foi o dia em que você realmente me amou em todos os sentidos, e nada mudará isso. Nem mesmo se você quiser.

terça-feira, 26 de março de 2013

Todas as minhas dúvidas foram embora. Todas elas me abandonaram e agora uma onda de "quase-certezas" tomava conta de tudo, tomava conta de mim. Bombardeavam minha cabeça, meu coração. Deus! Tiraram-me a razão e eu fiquei só, ali. Todas as minhas "certezas- inteiras" desapareceram e eu que pensava saber tudo por fim não sabia nada. Certezas são traiçoeiras, e o que era concreto e permanente tornou-se o oposto num piscar de olhos. Quando vi você estava me estendendo a mão,que tanto amo observar, e eu não pude fazer outra coisa que não fosse segura-la. Segurar firme. Segurei firme porque ainda tenho esperança de você não me soltar, que não me deixe cair. Seguro firme porque não quero escrever sobre a partida como outras vezes. Seguro firme porque sei o quão doloroso é não sentir tua mão tão macia no calor da minha. Amo-te com tamanha intensidade que a capacidade de acreditar em novas "certezas" é sempre a mais. Amo-te porque até do teu silêncio me faço cúmplice, porque apesar de toda euforia contagiosa do meu coração, tranquila minha alma está.
Jurei não escrever mais. Jurei não por perder metade do dom que me foi concebido, mas sim por me faltar palavras pra essa nossa história tão cansada. Para esse sentimento tão corrompido, para esse peito tão amargurado que teus vícios casuais criaram. Jurei não derramar minhas dores pelos cantos da casa como de costume. Porque cada parede daqui conhece cada centímetro do teu corpo, é capaz de refazer teu rosto, mas teus erros também não saem daqui. Cada lágrima coreografada que escorre não se diferencia quando caídas no mesmo lugar que as outras deixaram marca. Marcou em mim. Cada canto dessa minha vida tem uma lembrança da tua covardia que já me acostumei a rever. Tentei trocar as paredes, e não me foi permitido. Tentei trocá-la porque dessa forma você não ecoaria novamente na minha mente. Não de novo, não dessa vez. E justamente por amar demais descobri que meus lamentos sobre teus erros era o que me sobrara. Era a dor ou nada e foi daí então que escolhi sofrer por você. "Até o amor que não vale a pena é melhor que a solidão."

sábado, 22 de dezembro de 2012

E foi paixão a primeira vista. Eu o vi, e fiquei parada alguns instantes perdida naqueles olhos tão pequenos e naquele tamanho todo de menino homem. Olhando pra aquela bagagem carregada de mistério que ele carregava no fundo dos olhos, e de alguma forma isso me atraía. Em fração de segundos tramei centenas de formas para o meu caminho cruzar com o dele, uma forma dele me enxergar e descobri que melhor forma de chamar atenção, é não chamar. Ele tinha me enxergado. Quanto tempo dura o perfeito? O desejado, o tão esperado? Quanto dura realmente o "duradouro"? Me perdi em um tempo só nosso, e não sei explicar ao certo quantos "anos" fiquei presa desde então. Eu te buscava por todos os cantos desde a ultima partida, mas jurava que voce voltaria e então fiquei por lá, na espera de te comover e te fazer voltar pro cantinho só nosso quando ouvisse aquela música que você gostava tanto de cantarolar, mas não aconteceu.
Cada minuto com você era especial, e eu nem me dei conta de que essa história toda não haveria tantas virgulas, não contava com outros personagens, e não queria deixar de protagoniza-la. Gostava de olhar a tua mão tão bonita entrelaçada na minha e imaginar que elas não se soltassem nunca porque assim que deveria ser. Beijava seu rosto todo até chegar nos seus lábios porque amava o seu cheirinho tão seu, que vez ou outra sinto, e fico imaginando uma forma de deixar um ao outro entra de vez em nossas vidas, mas não acho.
Amava me enroscar no teu corpo tão suficiente para embrulhar o meu em um abraço aconchegante. Mas acima de tudo amava você, tão cheio de defeitos e mesmo assim tão maravilhoso, eu amava porque até os teus defeitos se encaixavam em mim, mas passou.
E para quem você irá correr já que suas palavras não escorrem mais como uma melodia harmoniosa relacionado ao teu humor diário? Indagou-se. Meu Deus, e quando falta-me palavras? O que fazer? É como ficar no escuro e não achar luz. E eu que achava que tinha nascido e morreria cuspindo as letras em sequencia de mais um novo belo texto agora tinha ficado sem inspiração. Não por falta do que inspirar-se mas talvez por não conseguir organizar a cabeça bagunçada demais. Ainda corro no escuro e tenho procurado desesperadamente pela luz. A sua luz. Por que Diabos você não a mostra pra mim? Não sou merecedora? Sei que de todos os arco-íris vieram depois de uma chuva, mas essa tempestade que não quer passar esconde o meu. Contínuamente. Por que não a faz parar? Será, então um problema meu? O arco-íris pode estar lá e a tempestade só aos olhos que derramam essa chuva. Não quero que escorra mais, dos meus olhos, essa tempestade pela minha incostância. Eu cansei de ser assim mas quem é que não cansa de si em algum momento? Eu cansei das minhas promessas, mas quem é que sempre cumpre o que promete a si mesmo? Eu cansei de procurar respostas quando as perguntas são exaustivas e parecem não ter resolução. Eu estou cansada...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Estou doente. Doente dos olhos, dos ouvidos, da boca e do coração. Estou doente da alma! No que é que me transformei? Intolerante a a todo tipo de "gente" ao que se diz "mundo". Doente de relações ilusórias, de falsos conhecimentos, de animais classificados como seres humanos, de gente que não gosta de gente.
Estou doente. Doente de segurar o vão existente entre as pessoas e eu. De enxergar coisas que ninguém vê e de tentar navegar esse mar de mistérios que existe dentro das pessoas quando na verdade tenho medo de faze-lo em mim. Estou doente e não sei se há cura, pois não sei se há saída quando perde-se no labirinto que é "pensar e sentir".

terça-feira, 19 de junho de 2012

E como todas as outras vezes eles torceram pra não serem apenas mais qualquer alguém na vida do outro. Que um sorriso automático saísse da boca dele quando a visse. Que ela sentisse uma vontade súbita de ve-lo. Que ele ligasse de noite para desejar boa noite e escutar a voz dela de sono dizendo "até amanhã, amor" e que aos fins de semana eles curtissem qualquer lugar que fosse desde que fosse ele e ela, ela e ele sem espaço pra mentiras ou receio, só os dois. "Só nós."
Que ele a tocasse cuidadosamente sabendo cada ponto por onde sua mão passeava, e que ela apreciasse isso. Que eles apreciassem essa história toda de tornar-se "nós" invés de tamanha singularidade.
Ah ela esperava, esperava ansiosamente para que assim fosse. Que não enjoasse, que não pesasse ou a magoasse, mesmo sabendo de histórias anteriores. Ela então confiou, cedeu um pouco, um pouco mais e quase cedeu totalmente. Que susto. Mas ele? Logo ele? Tão manipulador e orgulhoso, logo ele? Vendou-a os olhos, maldito! E assim a fez escutar suas história malucas e incomuns, assim como ele. "Maluco e incomum" um mistério a ser desvendado, e ela sentia-se terrívelmente atraída por tal misterio. Ela queria o tesouro escondido e por pouco não o consegue. Mas ele? Logo ele? Passou pela vida dela como mais um que entrou, surpreendeu, a fez criar esperanças e se foi. Fez com que ela sentisse as piores sensações do universo, mas agora só a faz suspirar... Suspirar pelo o que não foi, pelo que poderia ter sido e não será nunca mais