Estou doente. Doente dos olhos, dos ouvidos, da boca e do coração. Estou doente da alma! No que é que me transformei? Intolerante a a todo tipo de "gente" ao que se diz "mundo". Doente de relações ilusórias, de falsos conhecimentos, de animais classificados como seres humanos, de gente que não gosta de gente.
Estou doente. Doente de segurar o vão existente entre as pessoas e eu. De enxergar coisas que ninguém vê e de tentar navegar esse mar de mistérios que existe dentro das pessoas quando na verdade tenho medo de faze-lo em mim. Estou doente e não sei se há cura, pois não sei se há saída quando perde-se no labirinto que é "pensar e sentir".
terça-feira, 28 de agosto de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
E como todas as outras vezes eles torceram pra não serem apenas mais qualquer alguém na vida do outro. Que um sorriso automático saísse da boca dele quando a visse. Que ela sentisse uma vontade súbita de ve-lo. Que ele ligasse de noite para desejar boa noite e escutar a voz dela de sono dizendo "até amanhã, amor" e que aos fins de semana eles curtissem qualquer lugar que fosse desde que fosse ele e ela, ela e ele sem espaço pra mentiras ou receio, só os dois. "Só nós."
Que ele a tocasse cuidadosamente sabendo cada ponto por onde sua mão passeava, e que ela apreciasse isso. Que eles apreciassem essa história toda de tornar-se "nós" invés de tamanha singularidade.
Ah ela esperava, esperava ansiosamente para que assim fosse. Que não enjoasse, que não pesasse ou a magoasse, mesmo sabendo de histórias anteriores. Ela então confiou, cedeu um pouco, um pouco mais e quase cedeu totalmente. Que susto. Mas ele? Logo ele? Tão manipulador e orgulhoso, logo ele? Vendou-a os olhos, maldito! E assim a fez escutar suas história malucas e incomuns, assim como ele. "Maluco e incomum" um mistério a ser desvendado, e ela sentia-se terrívelmente atraída por tal misterio. Ela queria o tesouro escondido e por pouco não o consegue. Mas ele? Logo ele? Passou pela vida dela como mais um que entrou, surpreendeu, a fez criar esperanças e se foi. Fez com que ela sentisse as piores sensações do universo, mas agora só a faz suspirar... Suspirar pelo o que não foi, pelo que poderia ter sido e não será nunca mais
Que ele a tocasse cuidadosamente sabendo cada ponto por onde sua mão passeava, e que ela apreciasse isso. Que eles apreciassem essa história toda de tornar-se "nós" invés de tamanha singularidade.
Ah ela esperava, esperava ansiosamente para que assim fosse. Que não enjoasse, que não pesasse ou a magoasse, mesmo sabendo de histórias anteriores. Ela então confiou, cedeu um pouco, um pouco mais e quase cedeu totalmente. Que susto. Mas ele? Logo ele? Tão manipulador e orgulhoso, logo ele? Vendou-a os olhos, maldito! E assim a fez escutar suas história malucas e incomuns, assim como ele. "Maluco e incomum" um mistério a ser desvendado, e ela sentia-se terrívelmente atraída por tal misterio. Ela queria o tesouro escondido e por pouco não o consegue. Mas ele? Logo ele? Passou pela vida dela como mais um que entrou, surpreendeu, a fez criar esperanças e se foi. Fez com que ela sentisse as piores sensações do universo, mas agora só a faz suspirar... Suspirar pelo o que não foi, pelo que poderia ter sido e não será nunca mais
quarta-feira, 6 de junho de 2012
O falso cordeiro.
E a gente engolhe o orgulho enquanto tenta disfarçar a saudade, e por justamente saber dos teus defeitos tão irritantes e das tuas manias tão absurdas que eu aprendi a te querer tanto. Afinal, o amor existe até que você ou a pessoa descubra algo que aborreça, uma mania estranha ou até mesmo que a máscara caia. Mas e se você ja conhece as milhões de faces que ela possui e usa todos os dias? Talves aquele jeito torto, os olhos que mal abrem num sorriso que vez ou outra, se mostra naqueles lábios macios não seja tão ameaçador. Ou talvez eu não faça mesmo idéia do perigo que você é, um lobo disfarçado de cordeiro.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Mais do que vontades voluntárias

Me queira, me espreita, me ajeita, me aceita. Me revira a cabeça, me deixa do avesso, bagunça de um jeito que não dê mais pra desbagunçar. Me enrola, mas que seja em volta dos teus braços, me engana mas que você me ligue na madrugada contando que não consegue dormir pensando em nos dois e não vê a hora de me ter novamente. Porque o amor é muito mais do que vontades voluntárias é fazer sem porquês, e agir sem mais delongas e estar junto e querer sempre mais. Sempre mais de você em mim, ter medo de enxergar o fim e por isso fechar os olhos pra não ter que ver o que não é necessário. Amor é arte, é música, e expressão corporal boca na boca, mãos nas mãos. Amor é é pular de um abismo sem nem ao menos perceber por estar focado em quem o faz pular. Amor é doença, descuida e quando vê adoeçe, e como qualquer vacina o vírus que lhe faz doente, é o mesmo que te cura.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Tenho andando desorientada, procurando um ponto de apoio mas tudo que enxergo é um incessante breu mental que insiste em estender-se por tempo indeterminado. Cadê tu, que costumava ser base de apoio? Que guiava-me entre espinhos? Tenho arrastado-me por noites e dançado o ritmo da melancolia que tomou posse de todos os meus dias. A sua música não para de tocar, mas minha vontade incontrolável de destruir o rádio é maior ainda. Destruir a voz que torna-se repetitiva na minha memória, destruir o maldito sorriso sem jeito. O mesmo que me fez acreditar no ridiculo conto onde você era o mocinho incompreendido, o toque que ainda se faz presente na minha pele, o selo dos lábios, o abraço tão seguro, e por fim você; que soa tão ridiculamente falso. Uma fraude; uma mentira que eu amo contar, o meu porto nada seguro, imaginar que quem abrigava-me, me deixaria um dia ao relento não estava nos planos, insano. Você, tanto fez que conseguiu, mas a única coisa que permito-me sentir é nojo. Nojo por alguém que não se deixou sentir por inteiro e que tratou com ingratidão quem só queria cuidar de alguém tão cheio de lacunas. Mas espero ansiosamente tornar-me mais uma das milhares dolorosas lacunas que você insiste em carregar.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
A flor.
E até quando tu vai bloquear minha luz para que não entre na tua varanda de lembranças? Até quando voce vai fingir que meu sorriso não está gasto e perdido em tua memória tão vaga do meu rosto que a tanto tempo já não te procura em meio a multidão? Talvez eu não queira mesmo mais encontrar-te por aprender que uma flor sem cuidados murcha, mas sempre haverá um dia de chuva mais forte que não de início mas dias após a fará bela novamente. E assim como uma flor, eu sou. Tu tanto me murchastes que precisei dos meus dias chuvosos para me recompor, mas já não ando cabisbaixa e pensativa. Já não procuro mais alternativas e não planejo mais formas de como te-lo de volta e ao invés disso, procuro uma formula para manter-me assim; tão seguramente indiferente em relação a você. Que pela ausência do teu carinho procuro um outro aconchegante abraço, outra boca doce feito mel e que poderá sim arrancar-me de ti.
O incerto (você)
E me desespera o incerto. Não poder planejar qual vai ser o próximo passo ou se haverá um me assusta, e pela primeira vez não ter o controle da situação me amedronta. Eu quero muito, mas sera que é ficar perto ou ficar longe? É possível querer ambos? Porque se for é assim então que venho desejando. Uma distância confortavelmente próxima. Ora quero você colado, ora quero também. Será que em algum momento desejei você realmente distante? Ou ter as coisas todas no lugar? Você é uma bagunça, e adora me bagunçar também, por que não então sermos uma única bagunça? Desculpe-me, mas não descarto jamais o desejo de poder um dia te bagunçar também, da mesma maneira em que tu revira as coisas do avesso, e me faz ver as coisas por um outro ponto de vista, o que era errado vira certo e eu já não sei mais de nada. Mãos nas mãos, um empurrãozinho aqui, um tapinha ali, e estaremos colados novamente. O que será que acontecerá? A única coisa que sei é de que tenho medo, muito. Mas medo maior e perder você de vista.
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